Notícias, variedades, dicas, turismo. Uma fonte de notícias sobre o Litoral Norte de São Paulo e das cidades que compõem este paraíso (Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela).
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Buquê de noiva
Recanto poético
Soneto
(Rubem Braga)
E quando nós saímos era a Lua,
Era o vento caído e o amor sereno
Azul e cinza-azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e lavados ia
O sentimento do prazer cumprido.
Se mágoa me ficou na despedida
Não fez mal que ficasse, nem doesse
Era bem doce, perto das antigas.
(Rubem Braga)
E quando nós saímos era a Lua,
Era o vento caído e o amor sereno
Azul e cinza-azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e lavados ia
O sentimento do prazer cumprido.
Se mágoa me ficou na despedida
Não fez mal que ficasse, nem doesse
Era bem doce, perto das antigas.
Você sabia?
Você sabia que nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre "Pater Putatibus", abreviando em "P.P". Assim surgiu a ideia, nos países de colonização espanhola, de chamar os José de Pepe.
Para descontrair
Uma jornalista da CNN ouviu falar de um judeu muito velhinho que ia todo dia ao Muro das Lamentações para rezar, duas vezes por dia, e lá ficava por muito tempo. Decidiu verificar. Foi para o Muro e lá estava ele, andando trôpego, em direção ao local sagrado. Observou-o rezando por uns 45 minutos, quando ele resolveu sair, vagarosamente, apoiado em sua bengala. Aproximou-se para a entrevista.
- Desculpe-me, senhor, sou Rebecca Smith, da CNN. Qual o seu nome?
- Morris Feldman - respondeu ele.
- Senhor, há quanto tempo o senhor vem ao Muro orar?
- Bem, há uns 60 anos.
- Sessenta anos! Isso é incrível! O que o senhor pede?
- Peço que os cristãos, os judeus e os mulçumanos vivam em paz. Peço que todas as guerras e todo o ódio terminem. Peço que as crianças cresçam em segurança e se tornem adultos responsáveis. Peço por amor entre os homens.
- E como o senhor se sente, pedindo isso por 60 anos?
- Me sinto como se estivesse falando com uma parede.
- Desculpe-me, senhor, sou Rebecca Smith, da CNN. Qual o seu nome?
- Morris Feldman - respondeu ele.
- Senhor, há quanto tempo o senhor vem ao Muro orar?
- Bem, há uns 60 anos.
- Sessenta anos! Isso é incrível! O que o senhor pede?
- Peço que os cristãos, os judeus e os mulçumanos vivam em paz. Peço que todas as guerras e todo o ódio terminem. Peço que as crianças cresçam em segurança e se tornem adultos responsáveis. Peço por amor entre os homens.
- E como o senhor se sente, pedindo isso por 60 anos?
- Me sinto como se estivesse falando com uma parede.
Mulheres inesquecíveis
Zélia Gattai Amado (1916 - 2008) foi uma escritora, fotógrafa e memorialista (como ela mesma preferia denominar-se) , brasileira, tendo também sido expoente da militância política nacional durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinquenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste. Faleceu em maio de 2008.
Anos de chumbo
No governo Geisel, 42 adversários do regime foram mortos e 39 desapareceram.
Já o governo de Emílio Garrastazu Médici ficou conhecido como os "anos negros da ditadura", porque foram os de maior perseguição e repressão política. Grande parte dos desaparecimentos e casos de tortura ocorreram nessa época.
Já o governo de Emílio Garrastazu Médici ficou conhecido como os "anos negros da ditadura", porque foram os de maior perseguição e repressão política. Grande parte dos desaparecimentos e casos de tortura ocorreram nessa época.
Hoje é o dia de...
Hoje, 17 de abril, é o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo, o Dia Mundial do Hemofílico, o Dia de Santo Aniceto, de Santo Elias e do Beato Battista Spagnoli.
domingo, 16 de abril de 2017
O coelho da Páscoa
O coelho era símbolo de fertilidade no antigo Egito. Como esse animal se reproduz rapidamente e gera muitos filhotes, representa a fecundidade e a reprodução constante da vida e também a Igreja, que também pode ter novos discípulos sempre. Uma lenda conta que uma mulher pobre pintou ovos e colocou-os escondidos num ninho para presentear os filhos num domingo de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um coelho passou e elas acreditaram que o animal trouxera o presente. O coelho como símbolo da Páscoa chegou ao Brasil pelos imigrantes alemães, entre 1913 e 1920. Na nossa tradição, o coelho esconde os ovos coloridos em ninhos para que as crianças possam procurá-los como presentes de Páscoa.
Páscoa judaica
A Páscoa judaica, ou Pessach, é comemorada no 14º dia de Nissan (mês do calendário lunar, que é o seguido pelos judeus). Diferente da Páscoa cristã, a festa relembra a libertação dos hebreus de um longo período de escravidão no Egito.
A Páscoa na China
Na China, na mesma época da Páscoa acontece a festa chamada Ching-Ming. As pessoas visitam túmulos e deixam doces e comidas para agradar os ancestrais.
A Páscoa dos armênios
Durante a quaresma, os armênios colocam vários tipos de grãos em um tabuleiro com algodão (como as crianças fazem com feijão no Brasil). Na Páscoa, os brotos servem para decorar a mesa da festa. Além disso, há a tradição de decorar cascas de ovos intactos com figuras cristãs, como a da Virgem Maria e outros temas religiosos. Para as crianças, o costume é fazer uma “guerra” de ovos antes de comê-los. Cada criança tenta quebrar a casca do ovo da outra usando seu próprio ovo.
Páscoa
A Páscoa (do hebraico Pessach) é um evento religioso cristão, normalmente considerada como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum. Considerada, essencialmente, a Festa da Libertação, a Páscoa é uma das festas móveis do nosso calendário, vinda logo após a Quaresma e culminando na Vigília Pascal.
sábado, 15 de abril de 2017
Sopa de creme de milho
Ingredientes:
1 lata de milho verde escorrida;
1 lata de leite;
1 colher de sopa de amido de milho;
1 tablete de caldo de galinha;
2 dentes de alho amassados;
1/2 cebola picada;
3 colheres de sopa de azeite.
Modo de preparo:
Bata o milho, o leite, o amido de milho e o caldo de galinha no liquidificador.
Em uma panela refogue a cebola e o alho no azeite.
Incorpore a mistura do liquidificador, mexendo até borbulhar.
Retire do fogo e bom apetite!
MACC recebe exposição “Origens Fase III – Caiçaras” no mês de abril
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| Foto: JC Curtis - Fundacc |
O MACC – Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba – recebe, a partir do dia 20 de abril, a exposição “Origens Fase III – Caiçaras”, dos grupos Ubuntu Caraguá – Ceramistas e OCA, de Ubatuba. São cerca de 60 peças dos artistas Carlo Cury, Claudia Canova, Denise Magon, Ennio Bertoncini, Erica Sanches, Licida Vidal, Kátia Zirnberger, Lu Chiata, Malu Ramos, Marilisa Burattini, Thaís Mancuso e Zandoná.
O projeto é resultado de dois anos de pesquisas e aprofundamento sobre o tema e, nesta fase, aborda a cultura caiçara, retratando nas artes plásticas, as festas, a religiosidade, as lendas, os contos e o cotidiano do povo que constrói essa cultura.
Cury conta que há pelo menos um ano as peças estão em produção para essa exposição que retrata este cotidiano nas salas de Festejos / Religiosidade, Lendas e peças de livre criação.
Após a inauguração da exposição será aberto um Corredor Pedagógico para trabalhar com as crianças que visitarem o museu. As crianças terão acesso a livros de tecidos que retratam os contos e lendas, brincadeira como “cinco marias e jogo da velha”.
Origens Fase III – Caiçaras
“Descendentes de índios Tupi-Guarani e portugueses, os Caiçaras foram os primeiros brasileiros do Novo Mundo”. A Cultura Caiçara só existe no Litoral da Região Sudeste e esse nome dado a “etnia” Caiçara vem de uma armadilha que chamamos de “cerco”, que naquela época se chamava “caiçara”.
A riqueza cerâmica dos povos indígenas e negros originou a cultura caiçara em seus fazeres, como a produção de utilitários para cozinha, potes, tinas e panelas.
O Projeto “Origens Caiçaras”, também relata na pintura e cerâmica os festejos, religiosidade, contos, lendas e cotidianos.
Grupo Ubuntu
O termo Ubuntu (Eu sou porque nós somos) provém de uma postura ética/ideológica do idioma banto Ngúni e foca a importância das alianças e relacionamentos das pessoas umas com as outras. Conceito tradicional africano, se baseia na crença de um compartilhamento de valores universais que conectam toda a humanidade.
Serviço: Exposição: Origens Fase III – Caiçaras
Abertura: 20/4, a partir das 8h
Local: MACC – Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba
Endereço: Praça Dr. Cândido Motta, 72, Centro
Horário de Visitação: Terça-feira a sábado, das 10h às 18h
Informações: (12) 3883.9980
Fonte: Fundacc
Santinha mandou fechar cassinos
O apelido de Carmela Leite Dutra, mulher do presidente Eurico Gaspar Dutra, que governou o Brasil de 1946 até 1951, confirma. Dona Santinha, como costumava ser chamada, era muito religiosa – e poderosa. Comenta-se que, aliada à Igreja, ela fez um pedido ao marido: a proibição dos badalados jogos de azar. Como sua influência sobre Dutra era grande, o desejo foi atendido. Em 30 de abril de 1946, o decreto-lei 9215 fechou os cassinos de todo o Brasil.
Esses lugares luxuosos, “antros do pecado” para dona Santinha, atraíam, desde a década de 30, famosos e anônimos que queriam jogar, aparecer e ver shows de grandes nomes, como Carmen Miranda e Orlando Silva. Enquanto as mulheres exibiam seus vestidos caríssimos, os maridos jogavam suas fortunas nas mesas de jogo. Quando foram proibidos, os cassinos eram mais de 70 no país, concentrados no Rio de Janeiro e em hotéis do sul de Minas Gerais, onde Getúlio Vargas costumava se hospedar.
Esses lugares luxuosos, “antros do pecado” para dona Santinha, atraíam, desde a década de 30, famosos e anônimos que queriam jogar, aparecer e ver shows de grandes nomes, como Carmen Miranda e Orlando Silva. Enquanto as mulheres exibiam seus vestidos caríssimos, os maridos jogavam suas fortunas nas mesas de jogo. Quando foram proibidos, os cassinos eram mais de 70 no país, concentrados no Rio de Janeiro e em hotéis do sul de Minas Gerais, onde Getúlio Vargas costumava se hospedar.
Educando para libertar
Quando se fala em educação no nosso País, logo nos lembramos de Paulo Freire. Considerado um dos mais importantes pensadores, não só aqui no Brasil, mas também internacionalmente, foi o criador da pedagogia da libertação que propõe a partir da realidade do aluno mostrar o seu papel na sociedade. Suas ideias correram mundo e uma das homenagens mais importantes a esse pernambucano é uma estátua sua em uma praça de Estocolmo na Suécia. Títulos tinha aos montes, afinal ser Doutor honoris causa em 28 universidades, não é para qualquer um não. Mas para chegar neste estágio passou por muitos dissabores. Nasceu no Nordeste, ficou órfão ainda menino e chegou a passar fome. Com muito esforço cursou a faculdade de Direito, profissão que nunca chegou a exercer. A sua vida e a convivência com as privações de seus conterrâneos nordestinos o fizeram trilhar outro caminho. No começo dos anos 60 criou o método de alfabetização de adultos que revolucionou toda a educação. Em 1963 veio a grande experiência: em apenas 45 dias alfabetiza cerca de 300 camponeses de Angicos, no Rio Grande do Norte.
Mas foi em 1964 no governo João Goulart, quando convocado para coordenar o Programa Nacional de Alfabetização, cujo objetivo era alfabetizar 5 milhões de pessoas e elevá-los à condição de cidadãos, pois analfabetos não podiam votar, que mostrou a eficiência do seu método. Sua primeira ação foi dar cabo das cartilhas padrão. Mudou tudo. Ao mesmo tempo em que ensinava, o professor deveria criar discussões e estimular a reflexão sobre a realidade dos alunos. Claro que isso não agradou a ditadura que dava as cartas e lhe custou a liberdade. Foi preso e após ser libertado exilou-se no Chile, onde escreveu sua maior obra “Pedagogia do Oprimido”. Ficou conhecido mundialmente e trabalhou como consultor da Unesco e no Conselho Mundial de Igrejas. Desenvolveu projetos em diversos países. Em 1979, às vésperas da Anistia, o governo Figueiredo permitiu seu retorno ao Brasil. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Experimentou também a política: em 1989, assumiu o cargo de secretário municipal de Educação de São Paulo, na gestão da prefeita Luiza Erundina.
Morreu em 1997, deixando uma obra de mais de 40 livros. Alguns deles, traduzidos para 28 idiomas. Por meio de suas ideias e de sua obra, segue influenciando educadores de todo o mundo. Sobre a educação, costumava dizer:“A tradição brasileira, profundamente autoritária, coloca sempre o formando como objeto sob a orientação do formador, que funciona como o sujeito que sabe. É preciso deixar de ser assim. Conhecimento não se transfere, conhecimento se constrói.”
Malu Pedarcini
Hoje é o dia de...
Hoje, 15 de abril, é o Dia Nacional da Conservação do Solo, o Dia do Desarmamento Infantil, o Dia Mundial do Desenhista, o Dia Mundial do Ciclista e o Dia de São Benedito José Labre e de Santa Anastácia.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Sétima arte
Baseado no romance homônimo de Anthony Burgess, “Laranja Mecânica” é um clássico do cinema, um filme a frente de seu tempo. Realizado por Stanley Kubrick no ano de 1970 (foi seu primeiro roteiro solo) o filme, que é atualíssimo, diga-se de passagem, traz duas formas de violência. A ancestral, natural do instinto humano e a violência do Estado, esta amparada pela lei e que se justifica em nome da preservação do status quo e do controle do coletivo.
O espaço é uma Londres futurista. O protagonista, nosso anti-herói Alex, é um jovem de classe média, apaixonado por Beethoven e líder de uma gangue de garotos sem nenhum objetivo ou perspectiva maior, cuja principal atividade é fazer arruaça e praticar uma violência urbana exacerbada, saindo sempre impunes. O grupo se vale da linguagem “nadsat”, uma invenção de Burgess no livro também usada por Kubrick e que dá um caráter totalmente único a Alex e aos seus “drugues”.
Tudo muda quando a gangue faz uma vítima fatal e Alex, traído pelos companheiros, é detido pela polícia. Na prisão ele fica sabendo do Método Ludovico, uma medida do Estado que promete eliminar o ímpeto violento dos detentos, devolvendo-os à sociedade em quinze dias. Alex então se submete voluntariamente aos testes, uma verdadeira lavagem cerebral com sessões de cenas chocantes e violência contínua. Tudo isso ao som da 9ª Sinfonia. O resultado é um robô, um instrumento nas mãos do Sistema que sente repulsa pela mais branda imagem de violência e incapaz de ferir uma mosca. De volta à sociedade, Alex é renegado pela família, humilhado por seus antigos drugues e vingado pelas vítimas do passado.
Os elementos do filme, tal como as músicas, figurinos e cores são exagerados e hipnóticos como se fossem ingeridas muitas doses de “moloko”, uma espécie de droga usada pelo protagonista-narrador, possivelmente mostrando a sua visão do mundo.
Para muitos, “Laranja Mecânica” supera “2001-Uma Odisséia no Espaço” sendo o primeiro, considerado a obra-prima de Kubrick.
Antonio Santiago
Cintura de pilão
Cathie Jung é uma americana de 80 anos e consta no Guiness Book como a mulher da cintura mais fina do mundo. Também pudera! Ela passou os últimos 25 anos usando diariamente corseletes, para chegar a ficar com os 38,1 centímetros de circunferência. A recordista só retira o corselete para tomar banho e diz que para isso conta com a ajuda do marido, que é cirurgião ortopédico.
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